Do convite à transgressão, à transgressão obrigatória…

As obras do Campo do Seco ficaram bonitas.
Este espaço emblemático do concelho foi valorizado.
Mas nem tudo ficou, do meu ponto de vista, como deveria.
Em devido tempo, nos primórdios do projeto da obra, chamei a atenção para o problema da largura das vias, do estacionamento na perpendicular e da necessidade do seu melhor aproveitamento e segurança.
Sugeri que os lugares de estacionamento fossem em espinha e não na perpendicular.
Os técnicos alegaram que do ponto de vista “técnico” deveriam ser na perpendicular e assim acabou por ficar.
Agora que todo o processo está concluído e assente, o que vemos?
Quem vem do Quinchoso para a Boavista, não pode estacionar à sua esquerda, excepto 8 lugares, porque no piso existe uma linha contínua que não pode ser cruzada.
Um lugar disponível é um convite à transgressão, para evitar uma volta ao quarteirão.
Quem quer estacionar, vindo da Boavista, para o fazer tende a ultrapassar a linha contínua para facilitar a manobra. Voltamos à tentação de uma transgressão.
Mas quando se pretende sair do estacionamento, se for uma viatura um pouco mais comprida ou estiver ao lado de uma viatura maior, acaba por ser obrigado a transpor a linha contínua, porque a largura da via não permite a manobra dentro da sua faixa de rodagem.
Neste caso, a transgressão é obrigatória.
E fá-lo com muita insegurança, face à reduzida visibilidade que tem para a faixa de rodagem.
Tudo isto podia ter sido evitado, se ouvissem a opinião dos condutores, às razões da técnica.
E o mesmo se passa quando se pretende entrar ou sair das vias de acesso ao parque interior, com uma viatura maior, já que não se consegue circular sem pisar as linhas contínuas.
Nós condutores só esperamos a benevolência das autoridades, para não pagar pelas decisões dos outros.

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